Numa cidade do interior de Minas Gerais, chamada Ibiá, conta-se um
"causo", que segundo os moradores não é ficção, mas sim realidade. Na
década de 60, uma enfermeira, filha de criação de um grande fazendeiro, iria se
casar. Linda era a senhorita, cabelos negros e longos, pele morena, corpo de
violão, rosto de anjo, lábios carnudos e sensuais. Seu noivo, um rapaz da
cidade grande, segundo boatos, estaria mais interessado nas fazendas da
família, do que na voluptuosa senhorita. Chegado o grande dia, tudo estava
certo: Uma grande festa na fazenda, a capela já estava ornamentada e o padre se
preparava tomando "alguns" cálices de vinho. os convidados chegavam
aos poucos, e o comentário era que os noivos viajariam para a
"Europa" em lua de mel. No grande momento, eis que entra na capela, a
linda noiva, deslumbrando beleza e felicidade. Mas o noivo ao vê-la, corre e no
meio da capela grita: - "Sinto Muito! Não a amo. E as fazendas do seu pai
não são suficientes para comprar esse casamento." Em seguida o noivo foge
e a pobre donzela, aos prantos, se tranca em seu quarto. Pela manhã, ao
arrombarem a porta, deparam-se com uma cena horrorosa: A noiva, nua, só de véu
e grinalda enforcara-se com lençóis. Estava pendurada no lustre do seu quarto.
A data do casamento: 20 de Maio. Conta-se que até hoje, nesta mesma data, à
meia noite, a linda noiva aparece, nua, cavalgando pelas ruelas da pequena
Ibiá, dando gritos de horror e desespero!
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